domingo, fevereiro 14, 2010

Lista de Casamento: sim ou não?




O blog não é sobre casamentos, mas como recebo um monte de e-mails perguntando a melhor loja para colocar lista de casamento e se devemos ou não colocar lista, vou invadir o espaço da minha querida Tel do blog Desencalhadas e dar a minha opinião e experiência pessoal.

E a minha opinião é esta, doa a quem doer: faça a lista, mas JAMAIS coloque aquele cartãozinho hor-rí-vel e ca-fo-na anexado ao convite. Isso é o consenso entre a maioria dos autores e professores de etiqueta e boas maneiras.

Não deixe seduzir pelos argumentos de praticidade dos adeptos dessa terrível falta de educação, boas maneiras e elegância. É deselegante e quem tem dúvida que consulte o Fábio Arruda, o Ronnie Von e a Danuza Leão.

As razões são bastante simples e lógicas. 

A primeira delas: os íntimos dos noivos perguntarão de imediato o que mais precisam, se há algo em especial que seja desejo dos noivos e se há uma lista e onde ela está. 

Essa pergunta também fatalmente virá à tona quando os noivos ou seus pais levarem os convites aos convidados.

Essa é a ocasião em que noivos educados ou seus pais (por isso é importante que os próprios noivos ou seus pais, levem os convites pessoalmente) responderão "há uma lista em tal lugar, mas sinta-se à vontade para adquirir o o que desejar e onde for melhor para você, tenho certeza de que seu carinho será demonstrado qualquer que seja o presente".

Não custa lembrar o que manda a boa educação: se não puder levar o convite pessoalmente, telefone ANTES, e, pelo amor de Deus, nada de cartão no convite. 

Além disso, não podemos nos esquecer que os convidados podem residir em cidades diferentes e, portanto, pode ser deselegante e inconveniente colocar no convite um cartão indicando uma lista em uma loja de uma cidade em que não residem. Pode soar como uma imposição e egoísmo por parte dos noivos indicarem uma loja que não existe na cidade do convidado.

Quando casei, fiz uma lista em uma loja intermediária (nem de rico, nem de pobre, pois eu tinha convidados de várias cidades e essa loja oferecia a conveniência de possuir filiais em vários locais). Óbvio que não pus cartão no convite!!!!

Isso me garantiu a felicidade de ser presenteada com itens que eu não poderia adquirir naquele momento e que minha cabecinha atarefada com outros tantos preparativos não me deixaria lembrar para incluir em uma lista. Itens que ainda estão comigo, mesmo após 11 anos de casada.

Com isso, ganhei presentes de várias lojas, até de outros países, desde aqueles mais úteis e básicos como jogos de panelas, talheres, copos simples até objetos mais requintados como taças de cristais tchecos, porcelanas personalizadas, travessas e baixelas de servir finíssimas... coisas que eu, como amante de decoração, arte e design, sou maluca, mas que nem sempre são prioridade para adquirir no dia-a-dia!!!!!

Além disso, os itens que os noivos normalmente incluem na sua lista, mais básicos, são coisas que adquirimos no dia-a-dia por preços ínfimos, encontramos em promoções, outlets e que ganhamos e presenteamos até em chá de amigas. 

Já os itens mais preciosos e objetos de decoração, muitas vezes deixamos de lado, embora sejam o que nos recordarão o carinho de nossos convidados por mais tempo.

E quem recebeu o convite com o malfadado cartãozinho da lista, não deve se sentir coagido (sim o termo é esse!!!) a adquirir qualquer item da lista. Adquira em uma loja de acordo com as suas possibilidades e realidade e uma boa política de troca.

Por fim, nada de convidar padrinho para ganhar presente e nem qualquer convidado pensando no presente. Isso é mais que deselegante. 

Conquiste as coisas com seu trabalho e esforço pessoal, convide para padrinho quem você ama e participa da sua vida e para compartilhar esse momento como convidados, escolha apenas as pessoas com as quais você tem ligação (eu detesto ser convidada para casamento de pessoas que não representam nada para mim). Cuidado com as mesquinharias!

Se receber um presente que não lhe agrada, informe-se sobre a possibilidade de troca, discretamente, sem alarde, sem muitos comentários com amigos e familiares e com elegância. Se a troca não for possível, faça disso uma oportunidade para uma boa ação e para ser elegante: doe para um brechó ou casa de caridade. 

Ponho sempre em prática essa forma de tratar os presentes. Agradeço efusivamente, digo que adorei, amei e pronto. Minha mãe me ensinou que sempre há espaço para a elegância e para a educação, mesmo com os deselegantes e mal-educados. 

Quer um exemplo: quando minha filha nasceu, ganhou de uma pessoa que não tenho qualquer laço, umas roupas de linha e lã sintéticas, de péssima qualidade, apertadas, cores estranhas e bem inadequadas para um recém-nascido. No entanto, elas foram totalmente aproveitadas e muito úteis na  instituição de caridade que ajudo há anos. 

Os créditos dessa boa ação certamente aproveitarão a todos, não é?




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