sexta-feira, novembro 12, 2010

Acessibilidade e Desenho Universal



Diz-se que a educação essencial para a vida não é aquela que aprendemos na escola, mas sim os princípios que recebemos em casa. É em casa que aprendemos a ser honestos, generosos, solidários, etc.

Realmente, em casa aprendemos coisas que são úteis para enfrentar os maiores desafios da vida.

E foi em casa, desde cedo, convivendo com o meu avô Manuel, que é deficiente, que aprendemos as necessidades especiais que as pessoas podem ter.

Aprendemos também que isso não impede em nada que as pessoas sejam produtivas, inteligentes e batalhadoras. Meu avô sempre trabalhou em uma linha de produção de fábrica, esmaltando fogões.

Numa época não tão evoluída quanto hoje e sem leis específicas, eu diria que ele teve que trabalhar o dobro, a fim de provar que era capacitado igualmente.

Como final de ano sempre leva à uma reflexão, inclusive quando o assunto é blogar, procurei avaliar em que o blog está incompleto e não tem nenhuma informação.

Percebi que nunca falei aqui sobre acessibilidade e desenho universal, uma coisa que vivo "encrespando" (eu sou a chatinha que denuncia a lixeira no meio da calçada, as calçadas quebradas e a ausência de rampas ou elevadores nos locais em que vou, por exemplo).

A pobreza de informações é grande quando o assunto é design de acessibilidade. Vamos recolhendo uma coisinha aqui, uma informação ali, mas, inevitavelmente, é o olhar apurado de quem usa que determina o projeto mais adequado.

Quando falamos em deficiência, imaginamos uma pessoa com deficiência física. Contudo, existem vários tipos de deficiência.

Segundo o CEDIPOD, com base em dados do Censo 2000, o maior número é de deficientes visuais, posteriormente, pessoas com deficiências motora, auditiva, mental e, por último, física.

Porém, no Brasil, as informações são falhas e desencontradas, pois apenas recentemente, passamos a ter entre nossos representantes pessoas com deficiência, como a Mara Gabrilli, por exemplo. Outros fatores sociais, contribuem, claro.

Isso acaba gerando nas pessoas a percepção de que adaptações ao desenho universal e à acessibilidade envolvem soluções complexas e caras. Mas não é assim.

O simples ato de deixar 1 (um) metro de largura na sua calçada livre de obstáculos, a ausência de degraus e ondulações, já é adequar-se ao desenho universal, pelo menos, inicialmente. Esta pequena providência já auxilia uma pessoa em cadeira de rodas a não transitar pela rua.

Outra medida simples, que auxilia as pessoas com deficiência visual é a instalação de sinais sonoros em semáforos e, também, nas saídas de veículos. Nos prédios, a instalação deste dispositivo custa menos de 100 reais.

Vê? A maioria das soluções é muito simples. E existem muitas.

Engana-se quem imagina que o desenho universal e o design de acessibilidade podem auxiliar apenas às pessoas deficientes. A aplicação desses princípios pode garantir, por exemplo, que você possa residir na mesma casa dos 0 aos 80 anos. As necessidades mudam ao longo de nossa vida.

Resumindo, a partir de agora, o Cores da Casa contará também com posts específicos sobre o desenho universal e acessibilidade. Vou pesquisar bastante sobre o assunto, para trazer informações e agradeço quem quiser e puder colaborar com indicações.

Para demonstrar um pouco sobre o que falei, selecionei alguns vídeos que ajudam a explicar melhor o que é desenho universal e acessibilidade.




E, por último, como é bacana um ambiente com desenho universal:





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