quarta-feira, janeiro 19, 2011

ARQUITETURA: APOSTE NOS PISOS DRENANTES






É fato: nunca choveu tanto em São Paulo. Lembro perfeitamente de quando a cidade era conhecida como São Paulo da Garoa e de quando garoava.

Porém, de alguns anos para cá, São Paulo virou a cidade dos temporais no final da tarde, a cidade das chuvas torrenciais que, em 30 minutos apenas,  são capazes de alagar bairros inteiros e deixar milhares de pessoas desabrigadas.

Claro que o poder público tem a sua responsabilidade, especialmente, ao permitir a ocupação das áreas de várzea e encostas. Mas também é fato que a cidade foi "impermeabilizada" pela população.

Reflita: apenas na sua rua, quantas pessoas removeram árvores e canteiros das calçadas para dar lugar às entradas para carros? E quantos quintais receberam camadas de concreto e cimento no lugar de jardins?

De olho nessa realidade, a Prefeitura de SP determinou que as calçadas tenham uma faixa permeável ou gramada, para ajudar na dissipação das águas pluviais (sim, isso está no código de obras do município).

Contudo, não é fácil mudar todas as calçadas de uma hora para outra. Além do mais, a fiscalização dessa regra praticamente inexiste e novas calçadas "impermeáveis", surgem na cidade a cada segundo, frutos do desconhecimento ou preguiça da população em cuidar de uma pequena faixa ajardinada.

Mas existem, sim, soluções eficazes e fáceis para drenar as águas de chuvas. Os pisos drenantes são ótimos para essa finalidade.

São 100% permeáveis, ou seja, absorvem toda a água das chuvas, alimentando o lençol freático. São antiderrapantes, portanto, ideal para áreas externas, previnindo acidentes e escorregamentos.

Outra boa notícia é que os pisos drenantes empregam em sua composição boa quantidade de material reciclado, proveniente do descarte de cimento e cerâmicas.

Com acabamento rústico e boa variedade de cores, os pisos drenantes existentes no mercado podem compor facilmente com inúmeros projetos.

A resistência é outro ponto favorável. Os pisos drenantes em geral suportam o trânsito de veículos de passeio e tráfegos leves, sendo possível a sua utilização em estacionamento.

Os preços variam muito de um fabricante para outro. Em média custam R$ 45,00 o m2.

Alguns fabricantes: Gyotoku, Tecnogran e Braston.


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