sexta-feira, novembro 04, 2011

ARQUITETURA: DICAS PARA A CALÇADA IDEAL




Todos os paulistanos estão atentos: começou a vigorar em Novembro a lei que majorou o valor da multa para calçadas mal conservadas. O valor é de R$ 300,00 podendo ser maior de acordo com o estrago.

As pessoas logo imaginam que precisarão de reformas com custos altíssimos e substituição de vários revestimentos para adequarem a sua calçada às regras vigentes na cidade. 

Vamos deixar claro que cada cidade estabelece normas diferentes para o passeio público. Aqui em São Paulo, a Prefeitura disponibilizou informações simplificadas para quem quer saber mais sobre o assunto. É só clicar aqui e depois acessar o Manual aqui

Porém, de uma forma geral, uma boa calçada é aquela que permite a circulação de todas as pessoas, incluindo os idosos, cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, as peruas de saltinho, as crianças, carrinhos de bebê e até o pessoal que gosta de arrastar o chinelinho. 

Essa circulação não deve oferecer riscos de quedas, tropeções, topadas, ter obstáculos (ai, ai, aquelas lixeiras enormes que os prédios colocam), degraus e coisas que dificultem ou impeçam a circulação de todas as pessoas.

É claro que as árvores na calçada também podem constituir um obstáculo à circulação e é muito difícil removê-las quando estão grandes. O ideal é que a Prefeitura da cidade se encarregue do processo de inserção de árvores. Mas para quem pretende plantar a sua árvore, aqui vão algumas dicas úteis:

  • É importante que a espécie escolhida esteja adequada à largura da calçada. Seringueiras, mangueiras, sibipirunas e outras árvores que atingem grandes dimensões (sabe aquela coisa bem floresta?) não são adequadas. Boas espécies: murta, resedá, pata-de-vaca, ipê amarelo  (só o amarelo, os outros crescem muito!!) e outras de pequeno porte. Vale lembrar que as podas constantes e bem feitas são essenciais para evitar o crescimento desordenado e exagerado. 
  • O fícus foi e ainda é bastante utilizado, mas fica um alerta bem grande, porque ele cria raízes enormes que quebram a calçada. Se for usar, opte por podas em formato de topiaria que não o deixem crescer acima de 1,80m.
  • Não cimentar a base da árvore. Além de prejudicar o crescimento da planta, você impede que a água da chuva chegue às raízes. Opte pela grama ou por uma grelha no entorno da espécie.

Se você acha que os arbustos são inofensivos, está enganado. O ideal é que a faixa ajardinada não prejudique a largura de 1,20 (essa é a largura da calçada ideal à circulação). Os arbustos não devem ter espinhos e nem prejudicar a visão das pessoas. Além disso, para facilitar o escoamento das águas da chuva, nada de muretas nos canteiros, ok?

O piso da calçada também merece uma "hiper-mega-blaster" atenção por parte da pessoa a quem cabe conservar a calçada. Boas opções: pisos intertravados (facilitam o escoamento das águas da chuva), ladrilho hidráulico, placas pré-moldadas de concreto e concreto. Nem pensar: paralelepípedos, pisos cerâmicos escorregadios e outras modalidades irregulares.

Quanto ao tamanho/largura da calçada, o ideal é que ela tenha 1,90m, o que permitirá a faixa livre ideal de 1,20m (necessária à circulação das pessoas), o rebaixamento da guia para acesso de veículos e também a criação de rampas para acesso de veículos ao imóvel, plantio de árvores e faixa ajardinada, por exemplo.  

Como nem sempre isso é possível, uma boa dica, caso a sua calçada não tenha 1,90m de largura é consultar a Prefeitura da sua cidade (em SP, consulte as subprefeituras) para avaliar a melhor forma de conjugar a sua necessidade e a boa circulação das pessoas.

Como tudo no vida, vale o bom senso: evite degraus, obstáculos, colocação de ferros ou outras coisas que possam dificultar a circulação ou provocar acidentes. Mesmo para as rampas de garagem é possível estudar soluções boas para todos.

Lembre-se: somos todos pedestres!

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