quarta-feira, novembro 14, 2012

Ramos de Azevedo - Arquitetura Eclética



Eu costumo brincar que a minha história com Ramos de Azevedo é um caso de amor que começou quando eu tinha menos de dez anos. Essa paixão antiga sempre mexe comigo, rs.

A fachada imponente do Teatro Municipal de São Paulo é uma das minhas primeiras memórias referentes à percepção da cidade de São Paulo.



Eu ainda não sabia o que era arquitetura eclética e Ramos de Azevedo. Para uma criança, era apenas um nome de praça, na região do Anhangabaú e o nome no letreiro do ônibus.  

O teatro ficava em frente ao antigo Mappin e podia ser avistado das janelas de todos os andares. Enquanto minha mãe fazia compras, eu olhava pela janela a imponência daquela construção e, sabendo ser um teatro, me imaginava ali, adulta em uma noite de gala assistindo um espetáculo de dança.

Apesar de ter visitado o Municipal algumas vezes, a noite de gala ainda não aconteceu e muito menos assisti o espetáculo de dança, rs. 

Os anos passaram e a admiração pelo prédio sempre me fazia dar uma espiadinha  quando eu ia ao centro da cidade para comprar material de desenho na Papelaria Michelangelo, que funcionava na Rua Líbero Badaró. 

Desisti do curso de arquitetura na véspera do vestibular e enfiei na cabeça o de engenharia naval. Para prestar o vestibular concorridíssimo, lá fui eu para o  cursinho Universitário, que em 1988, funcionava no anexo do Edifício Ramos de Azevedo, no Bom Retiro. 

edifício ramos de azevedo


Quando ingressei na FATEC (1989), que funcionava no vizinho Edifício Paula Souza, nem dei importância ao fato histórico de que o prédio onde eu assistia às maçantes aulas de física (e jogava truco no porão convertido em Centro Acadêmico) era obra do mesmo Ramos de Azevedo. 



Apesar de saber a autoria das obras, não lhes dava a devida importância, nem mesmo quando matava as aulas de sábado na Pinacoteca do Estado e também não, quando já estudando Direito e fazendo estágio, fui algumas vezes à Casa de Detenção. 




Mas a mente humana é esperta para arquitetura, mesmo sem estudar sobre ela. Sem me aprofundar muito sobre Ramos de Azevedo, eu já sabia que gostava daquele estilo que combinava tudo o que eu acreditava ser mais bonito em matéria de arquitetura: clássico, medieval, renascentista e barroco. .

Minha história com o Ramos de Azevedo não acabou aí, pois eu não perdi o fascínio por ele e muito menos pelos prédios de estilo eclético. Estudei e trabalhei em vários edifícios na região central de SP, todos nesse estilo

Hoje resolvi fazer esse post justamente porque uma amiga me pediu para preparar uma palestra falando sobre Ramos de Azevedo em um curso sobre história da arte que ela ministra. 

Não imagino Sampa sem as obras de Ramos de Azevedo. Ele foi o precursor do estilo eclético e inovou a cidade de São Paulo com as obras, consideradas de vanguarda (fazia pouco que haviam sido construídos em Paris: Grand Palais, Petit Palais e o Gare D'Orsay, fontes de inspiração de Ramos de Azevedo).

A arquitetura eclética é simétrica, grandiosa, imponente e tem uma ornamentação muito rica. Você pode passar horas olhando uma construção nesse estilo e sempre perceberá um detalhe diferente.

Quer saber mais sobre Ramos de Azevedo e arquitetura eclética? Clique nos links d do texto e visite também: 




Comentários

Recomendados para Você