terça-feira, julho 01, 2014

Decoração: de onde vem essa coisa com galos e galinhas?







Quem acompanha o blog sabe que curto galinhas de angola. Até mostrei há muito tempo no vídeo do Casa, algumas pequeninas que tenho. 

Não sei onde exatamente comecei a gostar e achar o visual das galinhas pintadinhas bonitinho, mas o fato é que elas atraem a minha atenção. 

Não resisto, especialmente à essas versões miudinhas da mãe com os filhotinhos, rs. Essas da foto passaram a residir conosco mais ou menos na época da mudança para a nova casa e já tinham sido apresentadas lá no instagram.

Hoje, forcei a memória tentando lembrar da lenda da galinha de angola, para contar aqui no blog. Mas confesso que a memória não anda lá essas coisas e tudo o que eu lembrava era da força das galinhas de angola, a despeito de suas pernas tão finas. 

Há muitas lendas e mitos relacionadas às galinhas, a maioria traz referência à sua força, oculta pela fragilidade do visual e das perninhas finas. A maioria das lendas tem origem africana e muitas estão relacionadas aos orixás. Recomendo que vocês leiam aqui e aqui as lendas mais conhecidas. 

Por conta dessas lendas, a galinha de angola acabou sendo associada à proteção dos lares e, por este motivo, incorporada à decoração. Não é raro vermos estátuas ou reproduções perto de portas e janelas (as minhas coloquei na parte superior da entrada da cozinha), com a finalidade simbólica de proteger a casa e os que nela habitam.

Além da galinha de angola, é comum vermos também presente na decoração, especialmente nos países de língua inglesa, um galo. Desde os remotos tempos, o galo está associado à uma boa colheita e à fartura dos alimentos. Por isso, é frequentemente usado em adornos de cozinha e representado em ilustrações. 

Talvez o galo mais famoso seja mesmo o Galo de Barcelos, cuja lenda fala sobre justiça. Este já não é associado à fartura, mas também é encontrado comumente como símbolo de proteção nos lares portugueses.


Muita gente acha complexo o uso de imagens e estátuas na decoração da casa. Animais e figuras religiosas não são um consenso entre decoradores e amadores. 

Para usá-los, o ideal é não se ater às regras e sim à sua intuitividade. Sinta a energia, harmonize, seja livre. Afinal, qualquer tipo de decoração que leva em conta crenças e afinidades, é mais intuitiva do que técnica. Siga seu coração. 

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