sexta-feira, março 13, 2015

Paisagismo: Não Confunda as Azaleias



Um dos canteiros que eu mais trabalhei no meu jardim é um canteiro de divisa, em que haviam várias azaleias-belga. Terra adubada (muita terra), fertilizantes naturais e muita limpeza para conter as ervas daninhas do terreno ao lado, que avançam para o meu.

Ainda não está do jeito que eu gostaria, ou seja, alto, formando uma cerca viva, mas já começa a dar resultados. 

O principal motivo para esse canteiro dar tanto trabalho foi a escolha de uma espécie de azaleia que é mais adequada para o plantio em vasos, que gosta de solos ácidos e temperaturas mais amenas - a azaleia belga. Já estava lá quando compramos a casa. 

Na foto abaixo dá para ver bem a diferença entre a azaleia-belga e a azaleia comum, também chamada de rododendro ou azaleia arbórea. A primeira, tem folhas menores, ramos mais cheios e uma tonalidade mais amarelada.

A belga é ideal para o cultivo em vasos, porque ela fica bem cheinha. Tolera super bem as baixas temperaturas. Ambas vão bem tanto à meia sombra como a pleno sol. 


Muitas azaleias haviam morrido antes de nos mudarmos, porque a casa ficou fechada um bom tempo e o jardim sem todos os cuidados necessários. Mas as outras estavam lá, feias, pedindo cuidados e eu não iria simplesmente arrancá-las, não é?

Comecei a operação salvamento da forma mais simples e que resolve 80% dos casos de jardim feio: colocando uma boa terra adubada no canteiro.

Também fiz uso do Garden Bokashi, da Korin, um produto natural que já me ajudou a resgatar muitas plantas judiadas.   

Nessa operação, consegui salvar boa parte das azaleias, que começaram a crescer e se desenvolver. A falta de chuva também não contribuiu muito e algumas não resistiram, apesar de todo o esforço.

E aí foi hora de completar os espaços vazios do canteiro, multiplicando as azaleias pelo método da estaquia.

Fazer a estaquia das azaleias é muito simples e econômico: escolha um ponteiro lateral, do alto, sem flores, com folhas novas e corte-o com uma altura entre 7-12 cm. Remova as folhas da parte inferior e coloque-o na terra para enraizar. Veja:



Não usei hormônio enraizador e nem qualquer composto do gênero. Fiz isso em uma semana chuvosa, para ajudar a manter a umidade do solo e facilitar o enraizamento. Na foto acima dá para ver, ao fundo, o canteiro com as estacas já feitas. 

Depois de 3 meses, a estaca da foto acima, que plantei no início de dezembro, está assim:




O canteiro ainda não está uniforme e com as plantas em tamanho que permitam uma poda simétrica. 

Mas já não está mais vazio, as plantas estão saudáveis e crescendo em ritmo acelerado. Agora é só ter paciência e esperar que elas completem todo o espaço do canteiro e formem um maciço.  




Seria mais fácil ir à loja comprar meia dúzia de mudas e plantar? Sim, mas onde estaria a graça, o prazer e a satisfação de ter feito tudo isso, não é?



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